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   Pra começo de conversa o termo correto é LOGOTIPO. Na formação da palavra “logos” traduz-se “significado”, “typos” traduz-se “figura” e “marka” traduz-se “significado”, então logomarca seria significado do significado: o que não faz sentido!

  Sim, é uma discussão boba. Há os que defendem uma das duas ou até mesmo que as duas formas estão corretas. Respeito, mas defendo que você está um passo à frente dos seus concorrentes se utiliza termos e conceitos profissionais com os seus clientes! Essa é a minha opinião!

   Uma logoma… LOGOTIPO é talvez a parte mais importante de uma empresa, muitas vezes é até idealizado antes mesmo da empresa existir formalmente, é a sua identidade, tudo que se refere à ela vai carregar essa marca e é muito importante que ele tenha uma singularidade, uma simpatia, uma beleza mesmo que simples.

   Na sua criação, mesmo que se tenha uma grande experiência com Corel, Illustrator, Photoshop etc, não existe uma fórmula pronta, um passo a passo que vai levá-la ao sucesso.  Mas existem, e veremos logo abaixo, dicas do que você pode fazer e do que não deve fazer para ter um logotipo coerente e mais bonito procurando atender o gosto do seu cliente e do público dessa empresa.

Vamos às dicas!

(AZUL= correto VERMELHO = errado)

1 – Organize-seNão importa a quantidade de clientes, sempre é bom ter as prioridades e o que cada trabalho irá exigir! A ideia de um quadro com os trabalhos de todo mundo é uma boa ideia. Estimula até uma certa “concorrência” com seus colegas: cada um vai levantando e riscando o que já fez e por experiência própria ninguém quer ficar pra trás. Lógico que tudo era feito com excelência e além de organização dá uma descontraída no ambiente de trabalho. Além disso você deve ter em mãos algo bem detalhado sobre cada trabalho, uma tabelinha só sua. Cada um tem uma maneira de se organizar diferente, mas algumas coisas é comum entre os Designers:

Briefing: Tire tudo que for possível do seu cliente (cor preferida, conceitos, formas, exemplos de outros trabalhos que ele gostou, pois isso ajuda a direcionar o seu trabalho e escute o que ele tem em mente, caso ele tenha). “Brifar” corretamente é um grande passo.

Procure inspiração: Revistas, jornais, TV ou o famoso Google é bom para que você conheça mais sobre o ramo da empresa, as logos existentes pra você não pecar na mesmice ou observar o público alvo etc.

Brainstorm Time! O ideal é pegar o Briefing, reunir os colegas de trabalho e acumular ideias, assim vão surgindo boas opções e certamente já serão descartadas algumas ruins que certamente aparecerá. É bom ter pelo menos 3 possibilidades boas para cada trabalho. Se for só você, não importa, pesquise mais e vá reunindo diferentes ideias!

Rabisque tudo – Enquanto as ideias vão surgindo vá desenhando, anotando tudo, porque as vezes escapa uma boa frase, palavra ou ideia!

“Mão na massa” – Hora de concretizar as anotações e rabiscos, seja com Corel ou Illustrator é preciso VETORIZAR!

Usar imagem rasterizada

   Uma imagem vetorizada não perde qualidade ao ser ampliada , o que não ocorre com um Bitmap :

algoritmo

   É cada vez mais comum a criação de logotipos no Photoshop com vários efeitos, sombras e ainda por cima salvos na resolução da página padrão do Photoshop em RGB. Um logotipo é aplicado de várias formas e cores, então não corra o risco de ser chamado de amador e vetorize sua logo no Ilustrator ou Corel.

Apresentar ao cliente – É uma coisa que pode mudar de um Designer para outro e até mesmo entre clientes. Tem aquele cliente que não importa quantas opções você mande, ele sempre irá querer mais. Então se você tem 3 ou 4 opções mande 2 e depois as outras, do contrário ele acha que é muito simples fazer tudo do zero e vai continuar pedindo outros modelos (alteração é totalmente diferente). Há até empresas que cobram a mais caso o cliente peça mais de X opções. E tem aquele cliente que você manda a logo com seu detalhado manual de aplicação pois ele valoriza o conceito e o profissionalismo. É essencial conhecer o tipo de cliente com o qual você trabalha. Sempre haverá aquele que não acredita em conceito e quer a fonte Arial em vermelho sangue e pronto! ¬¬

Alterações – Depois de escolhido um modelo é normal uma puxadinha aqui, uma mudança de cor ali ou outro pequeno ajuste! É normal, mas não confunda isso com outra opção.

Pizza Time! Essa é hora que você envia a arte final pro seu cliente e pode descansar e se orgulhar de mais uma batalha vencida!

2 – Use cores adequadas – 

   Quando o assunto é escolha das cores, a maioria dos designers costuma utilizar a sensibilidade adquirida na carreira e referências de trabalhos de outros colegas de profissão. Mas existem alguns conceitos básicos que ajudarão bastante durante o projeto:

Não utilize cores gritantes, pois costumam chamar mais a atenção e quebrar a harmonia da composição;

Prefira cores próximas uma das outras na palheta de cores;

Evite utilizar muitas cores em seu logo, existem marcas que se tornaram célebres apenas utilizando uma cor;

Tenha em mente que as cores possuem grande influência psicológica e evocam sentimentos que devem estar de acordo com o objetivo da marca;

E finalmente, mas não definitivamente, busque evitar o trivial e aja com certa liberdade e transgressão, (caso o trabalho possibilite isto).

Leia mais sobre a Importância das Cores caso não tenha liso esse post anterior.

Seguir as tendências e modas

   Diferentemente da moda, em que os indivíduos costumam abusar de tendências esperando atualizações e modificações constantes, os logotipos mais famosos são memoráveis e persistem às transformações de várias gerações. Neste caso, criar um logo utilizando basicamente efeitos e técnicas do momento poderá criar um prazo de validade para sua criação.

   Os clientes procuram os designers para que suas marcas possuam uma representação exclusiva. Neste caso, pegue leve nos efeitos, pois isto poderá fazer com que seu logo torne-se efêmero e comum. Algo que poderá afetar inclusive sua credibilidade.

3 – Não abuse nos efeitos – Pode ser uma armadilha que vai muito além de deixar sua logo “carnavalesca”. Lembre-se que não devemos ter nada na logo que precise ser rasterizado e que a logo deve ser aplicada de várias formas, inclusive em tons de preto e branco.

Finalizar a logo e não aplicá-la em escala de cinza!

   Já cansou de ler que a marca deve ser aplicada de várias formas, não é? E se a logo precisar ser aplicada em preto e branco num fundo preto? E se o fundo for branco? E a sua logo rasterizada? E o anúncio precisa chegar no jornal até as 5h e já são 4:30? Enfarto à vista! Veja um bom exemplo de aplicação da logo em escala de cinza no fundo branco e no preto e a aplicação da logo em CMYK também no fundo branco e no fundo preto respectivamente:

logo-final-cmyk-pb

4 – Crie com equilíbrio e simplicidade – As logos de sucesso geralmente são simples e de fácil entendimento: aquelas do tipo que sua avó e um criança de 10 anos conseguem ler facilmente. Claro que nem sempre essa característica é adequada ou desejada pelo cliente, talvez para uma empresa de tecnologias possa não ser interessante, mas na sua maioria é um bom conselho.

Usar Clichês

   Ser inovador e autêntico! É difícil convencer um advogado à não querer usar uma balança ou um dentista de não usar um dente em sua logo etc. Mas veja a Samsung, Windows, Apple e nenhuma delas tem algo clichê do seu mercado! Procure surpreender seu cliente com um trabalho inovador e com fortes argumentos para que ele não caia na mesmice das logos do ramo. Lembre-se que o sucesso dela é o seu sucesso também. Caso não seja possível fugir desse clichê, procure estilizar a figura de outras formas, mais sutis e menos notáveis!

Sem título-1

   Note que na primeira opção utilizei a figura da justiça, mas de uma forma pouco usual e na segunda o cliente queria as famosas iniciais como símbolo da logo e se você observar bem no contorno do centro do simbolo temos um “p” e um “d” de Portela Duarte.

5 – Pesquise sobre a empresa – É importante conhecer o mercado do cliente, os logotipos já existentes de seus concorrentes. Seria péssimo apresentar uma opção semelhante à uma empresa do mesmo ramo ou mesma região. Depois dessa pesquisa você pode tirar vantagem com uma logo diferenciada e esse já pode ser um ponto pra defender a marca.

Imagens com duplo sentido

   Muito cuidado com isso! Às vezes pode até passar despercebido e você vai pôr seu cliente no hall das “logos engraçadas” da internet. Por isso preste bem atenção na sua criação: gire a logo à 90 graus, de ponta cabeça e analise em profundidade pra que isso não ocorra de forma alguma como os exemplo a seguir:

funny-logo01

6 – Aplique a logo em vários tamanhos – Acontece muito com logotipos de fonte “fina” e principalmente cursiva. Às vezes na tela está tudo muito bonito, mas você está vendo apenas a logo, então tente aplicá-la em algumas peças mesmo que representativas: se ficar legível em um envelope, numa assinatura de anúncio A4 (por exemplo) e em um outdoor certamente está tudo bem com ela.

Esquecer partes inacabadas

   Visualize sua criação sempre bem ampliada em 200%, principalmente se ela for grande ou complexa. Na hora da criação a gente vai fazendo uma coisa aqui, outra ali, uma pausa pro café, chegou outro cliente e você esquece um ponto aberto ou duas linhas desalinhadas etc. Depois de aplicar a logo numa fachada, anúncio etc fica complicado. Atenção em dobro nesse ponto.

7 – Saiba escolher a melhor fonte – Escolher uma fonte pode levar um bom tempo, ainda mais se você resolver desenhar uma especialmente para aquela logo. Nesse caso triplique a atenção e se aplica aí a dica de ampliar, analisar de vários ângulos e tamanhos pra não deixar erros, ver se tem legibilidade e se não há o duplo sentido. Não existe uma regra de qual fonte usar para cada tipo de cliente. Vai mesmo da sua experiência, talvez no briefing o cliente possa soltar alguma coisa e da sua pesquisa. Acesse o Google e olhe outras logos do ramo e você terá uma ideia (lembre-se: IDEIA, não cópia). Fuja das fontes mais usadas e em hipótese alguma use mais de duas fontes, pois pode acabar ficando confuso e sem harmonia. Uma boa dica se você não quer se arriscar a fazer uma fonte do zero é escolher uma que esteja perto do que você imagina, transformá-la em vetor e modificá-la.

8 – Tenha personalidade – O cliente quer a balança, fonte Arial em vermelho sangue e com um efeito de extrusão, adicionado do nome “Advogado” bem grande. Mesmo que digam que o cliente sempre tem razão, e ele te brifou tudo isso com firmeza, você deve dar o seu ponto de vista, defenda com a sua experiência o que acha errado e como seria melhor. Mesmo que ele seja irredutível formalize o seu conceito, além de fazer o que ele pediu, e apresente pro seu cliente as duas formas mostrando os pontos fortes do seu trabalho. Se você tiver êxito certamente ganhará um cliente fiel. Mostrar segurança é um ponto forte em quase tudo na vida.

Copiar outras logos

   Infelizmente isso é bem comum, mas a verdade é que eu nem deveria precisar dizer isso aqui. Se você, ao longo da sua pesquisa, pegar várias ideias e juntá-las em uma coisa diferente não é plágio, mas pegar o símbolo de uma logo já no mercado e mudar a fonte e a cor “É MUITO PLÁGIO”! Muitos Designers criam símbolos, fontes e muitas delas são de graça, mas o proprietário exige que você peça autorização para usá-la: eu mesmo já fiz isso, desenrolei meu inglês e mandei o projeto pro dono do símbolo e ele autorizou por e-mail, o que vale perante a lei nos dias de hoje. O risco dos símbolos grátis é ver o símbolo que você usou pro seu cliente em outras logos pelo mundo afora (ou até mesmo na sua cidade).

   Pois bem, essas são as minhas dicas pra vocês terem mais sucesso com os logotipos criados e espero ter ajudado. Qualquer dúvida, crítica ou conselho fiquem à vontade pra comentar. Até a próxima!