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   Não podemos deixar de falar nesse tema tão importante. É possível, e eu diria até comum, a criação de peças gráficas sem nenhum entendimento sobre a Teoria das Cores: você cria uma logomarca, por exemplo, o cliente aprova e está tudo bem, certo? ERRADO! Você não estará sendo um bom profissional e o cliente pode estar saindo com um produto “verde”, sem perspectivas para o mercado. Sem um estudo de público alvo, área de aplicação, ramo e atual tendência do mercado seu produto pode não atingir o seu objetivo: o público certo.

   Muitos ignoram o fato das cores terem um significado e acreditam que apenas tendo um bom desenho ou boa diagramação, unidos à uma harmonização entre essas cores o trabalho estará bem feito. Sim, o trabalho pode estar bonito, mas se ele não atrair o público no qual ele foi destinado não vai adiantar nada. Imaginem só um produto de criança nas cores preto e branco. Ou uma fachada de Igreja na cor vermelha. Não seria muito atraente ao seu público, não é?

   Falaremos um pouco sobre as cores e nos aprofundaremos sobre a aplicação delas no mercado.

Cores Primárias:

   Cores primárias são as cores que não são feitas por nenhuma mistura. São elas azuis, vermelhas e amarelas.

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Cores Secundárias:

   São cores que surgem da mistura de duas cores primárias.

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Cores Complementares:

   São as cores opostas no disco de cores. Ex: O vermelho é complementar do verde, o azul é complementar do laranja.
As cores complementares são usadas para dar força e equilíbrio a um trabalho criando contrastes. Raramente se usa apenas cores complementares em um trabalho, o resultado pode ser desastroso.

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Cores Análogas:

   Cores Análogas são as que aparecem lado a lado no disco de cores. São análogas, porque há nelas uma mesma cor básica.
Pôr exemplo o amarelo-ouro e o laranja –avermelhado tem em comum a cor laranja. Elas são usadas para dar a sensação de uniformidade.A composição em cores análogas são consideradas elegantes, e podem ser equilibradas com uma cor complementar.

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Tom

   O termo tom refere-se a maior ou menor quantidade de luz aplicada à determinada cor. Quando se adiciona preto ele se torna gradualmente mais escuro e essas graduações são chamadas escalas tonais. Para obter escalas tonais mais claras acrescenta-se branco.

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A temperatura das Cores:

   A temperatura das cores designa a capacidade que a cores tem de parecer quentes ou frias.

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Contrastes:

   Cores Contrastantes: São cores que quando usadas próximas umas das outras, produzem uma sensação de choque. As cores contrastantes são diretamente opostas no disco das cores. O resultado nem sempre é satisfatório, porém, é usado quando se quer explorar a sensação de choque. Quanto mais forte forem elas, maior será o impacto.
Exemplo da cor preto para destacar as demais.

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   Contrastes de limite: A cor central é uma mistura das cores laterais. Observe que a faixa central é clareada por cada uma das outras cores, mas do lado oposto. No limite da faixa vermelha, o violeta é clareado pelo azul, e no limite da faixa azul, o vermelho é clareado pelo azul, o violeta é clareado pelo vermelho.

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Dicas de combinações:

• Brinque de combinar. Utilize pequenas amostras, desenhe e Use lápis de cor. Faça exercícios. É sério! A prática também é Importante. Desenhe um bloco, ou junte alguns retalhos e verifique: você gostou? O que está faltando? Ficou escuro, coloque mais brilho e diminua o contraste. Ficou muito claro?
Que tal acrescentar uma “sombra”? O que irá dar harmonia na combinação, não é só a mistura do amarelo com verde, ou do azul com o rosa, é o complemento do esquema inicial, o balanceamento dos valores. Lembre-se: claro, médio e escuro em harmonia.
Estude, aprecie e analise a sua combinação e procure saber qual o objetivo que você quer alcançar com o seu esquema de cor: alegria, seriedade, luminosidade, tranqüilidade, inovação, agressividade etc.

   O círculo cromático é uma boa ferramenta para combinarmos cores, mas lembre-se de que regras podem ser quebradas.

    Se mesmo assim não conseguir, você pode dar uma passadinha no site http://www.colorblender.com

Você escolhe uma cor, e ele te dá mais cinco cores que combinam com ela. Simples assim.

   Para realizar os trabalhos gráficos nós utilizamos dois sistemas para se reproduzir as cores artificialmente, o RGB e o CMYK.

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O sistema RGB, vem do inglês Red, Green e Blue e é um modelo aditivo no qual o vermelho, o verde e o azul  são combinados de várias maneiras para reproduzir outras cores, quando temos as cores em mesma quantidade percebe-se o branco.

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 Já o esquema CMYK, é a abreviatura de Ciano (Cyan), Magenta (Magenta), Amarelo (Yellow) e Preto (“K”ey- do inglês=chave, pois é a base).Ele funciona com a absorção de luz, é empregado por imprensas, impressoras e fotocopiadoras  É o sistema subtrativo de cores, ao contrário do sistema aditivo, o RGB.

   Agora que aprendemos como as cores se formam vamos nos aprofundar um pouco mais na sua aplicação.

A APLICAÇÃO DA COR NA PUBLICIDADE E NA PROMOÇÃO DE VENDAS

   O uso da cor é de grande influência não somente no campo estético como também nas áreas publicitárias e de promoção de vendas. Diversos fatores são levados em consideração na hora de determinar a cor exata portadora da expressividade conveniente para um tipo específico de mensagem para um produto ou serviço a ser consumido.
A cor pode estar diretamente ligada às características da moda, portanto, ao estilo de vida ou à cultura de cada sociedade. A diversificação das cores em relação às do espectro solar deu-se principalmente devido às experiências no campo da química, porém, para integrar o novo em uma sociedade já moldada, são necessárias tentativas significativas e audaciosas feitas através de repetições impositivas para que, com isso, se obtenha uma aceitação praticamente total.
Na transmissão de uma mensagem, a publicidade busca, quase sempre, a não fixação nos aspectos negativos da sociedade, criando uma realidade ilusória, bela e feliz e, para que alcance seus objetivos, utiliza uma grande arma: as cores. É com o auxílio delas que se pode passar mais claramente o conteúdo emocional ou o impacto que se deseja, embora, paradoxalmente, sejam as cores o fator preponderante do aspecto concreto e real da mensagem plástica.
O primeiro fator essencial é o de despertar a atenção, captar a atenção do comprador, ou seja, jogar com o nível da rapidez e da carga emotiva. É a cor do elemento que mais contribui para a transmissão dessa mensagem plástica, ponto primordial da estratégia de marketing, onde um dos principais veículos está a embalagem.

Análise de mercado em função da cor

   Em um plano geral de marketing, em uma pesquisa de mercado relativa à cor, deve-se definir se o produto “dá margem a uma procura racional por parte do comprador”, situação esta em que a cor tem um papel fundamental (como os artigos de decoração). Neste caso, mudanças e atualizações são indispensáveis e permitem maior destaque em relação aos concorrentes. Deve-se também levar em consideração a categoria social e a faixa etária do público consumidor potencial.
A escolha das cores de um produto deveria sempre preceder a análise do mercado e das tendências do consumidor para que, com isso, seja criado um ambiente adequado ou que antecipe o desejo dele além de prever a ocasionalidade da compra por impulso. Sendo assim, “a cor constitui um pormenor importante, trata-se de um conteúdo de consciência, (…) simples percepção vivida através de nossa sensação visual”.
A percepção e recordação das cores estão diretamente ligadas aos sentimentos de prazer ou dor, agrado ou desagrado. Porém, para que se obtenha realmente o resultado desejado, é necessário que se alcance, na memória, o valor intelectual desse reconhecimento (e não somente o emocional/afetivo). É através da cor que se desperta sentimentos, juízos ou avaliação na compreensão de algo lindo, feio, agradável, desagradável, conveniente ou inconveniente, levando sempre em consideração que, por motivos alheios, o grau de recepção da mensagem pode mudar mesmo que por alguns momentos influenciando no comportamento do consumidor.
Segundo psicólogos, existem diversos tipos de consumidores: os sentimentais (maior número), os volitivos (“sempre prontos a satisfazerem suas vontades”), os intelectuais (“que estão sujeitos a um processo psicológico de compra” tanto na análise de compra como na utilização de seus produtos ou serviços). Seu comportamento de compra, se alcançado positivamente pela mensagem publicitária, pode levar a compra regular (hábito), coativa (necessidade), de ocasião (economia de recursos), impulsiva (satisfação de desejos surgidos espontaneamente), compra emocional (compensação psicológica/ infantil), compra de prova (experimentação) ou compra planejada (especulação).

Pesquisas de tendências

   Deve-se verificar, como primeiro passo, as tendências de cores do momento no setor pesquisado, detectando preferências e cores desgastadas pelo uso, momento este em que a moda pode ser fator decisivo na compra. É necessária atenção em relação a mercados sofisticados (de maior poder aquisitivo) e setores industriais, casos em que geralmente há diferenças em relação ao mercado comum.
Dentro da sociedade de consumo, as tendências também possuem uma curva do seu ciclo de vida. O papel das cores, neste caso, é o de auxiliar na renovação do produto e suas formas de agressão que estimulem o homem, lembrando sempre que as tendências são influenciadas pelas variáveis tempo, lugar e moda.
Nossa atenção se fixa, normalmente, sobre um objeto de 2 a 10 segundos, por isso o criador publicitário deve procurar um detalhe motivador que prolongue a atenção do receptor e, no caso das cores, deve encontrar uma boa harmonia na colocação dos detalhes de modo que evite a fadiga da atenção, pois a vista não pode abranger e distinguir muitos detalhes ao mesmo tempo, ou para que não ocorra o inverso, a dispersão.

A cor que vende a embalagem

   A preferência pelas cores está ligada à faixa de idade, à cultura, ao clima, à moradia, à classe social ou mesmo à própria saúde. Sendo assim, para que a embalagem chame a atenção do comprador, estimule a renovação da compra e impulsione o consumidor a ficar fiel à sua marca, devem ser levado em consideração todos os fatores acima citados além do “despertar da atenção através da imagem colorida”, “a continuidade da atenção do consumidor sobre a embalagem” e “o efeito e a decisão do consumidor através da influência que a embalagem exerce”.
O produto está diretamente relacionado a vários elementos como “a imagem da marca”, “a imagem da indústria produtora”, “a qualidade do produto ou serviço”, “a utilidade do produto ou serviço”, “o preço” e “a presença do produto através de uma distribuição eficiente, bem como é influenciado pela “situação econômica”, “os esforços da concorrência”, “a publicidade”, a “promoção de vendas”, esforços de merchandising e “as técnicas de relações públicas.
A embalagem é um fator de diferenciação por sua forma, cor e texto além de ser um veículo publicitário direto e atuante. Poderá, desse modo, sugerir o nível de qualidade de seu conteúdo, ou seja, deverá identificar rapidamente o produto, refletir a sua essência e a sua finalidade. “Se o técnico conseguir que a embalagem desperte no comprador a vontade de manuseá-la, o elemento tátil, aliado à lembrança do produto,” ganhará um significativo mérito em relação às demais, pois tornará o produto facilmente distingüível entre os outros da mesma espécie.
As cores básicas são as que possuem mais força e nisso não está envolvido o julgamento estético, mas sim um estímulo fisiológico que pode mesmo alterar a respiração ou até modificar a pressão arterial. Já as cores suaves são o oposto. Em suma: “as qualidades básicas que a cor pode oferecer à embalagem são: visibilidade, impacto e atração”. O amarelo, o verde e o vermelho são consideradas visíveis em uma embalagem.
Existem fatores muito importantes que devem ser considerados embora estejam fora da embalagem propriamente dita, como o ângulo de visão, a clareza da apresentação e a capacidade de visualização rápida. A luminosidade interfere em alto grau na visibilidade sendo a cor amarela a mais eficiente neste caso e em segundo a cor laranja. A cor branca, bem como os tons pastéis, devido sua luminosidade, dá a ilusão de maior tamanho pois há a ligação física entre tamanho e claridade, já com azul ocorre o oposto, pois a imagem é vista menor. Cores escuras dão a impressão de serem mais pesadas que claras. Um importante cuidado a ser tomado é no caso de cores que possibilitam um jogo óptico, formando pós-imagens negativas que prejudicam a visão e a compreensão. Assim sendo, um display deve apresentar como qualidade primordial a harmonia de todos estes elementos para que possa integrar, eficientemente, os vários produtos expostos sem deixar de atrair o consumidor.

   Em relação à cor na marca, mesmo estando sujeitas aos processos de mudanças,
geralmente mantém-se fixas para que, uma vez memorizadas, constituam o pedestal da promoção de vendas, sejam como a presença do dono no produto.
A cor dos anúncios na imprensa e nos cartazes são imprescindíveis pois atuam diretamente na sensibilidade do receptor aumentando a potência das sensações e impressões. O anúncio de alta qualidade requer matizes suaves e de pontos contrastantes usando somente discriminações tonais. Deverá conter contrastes mais violentos se tiver como intenção um caráter mais dramático, ou seja, deve variar de acordo com o caso.
No caso dos cartazes comerciais, sua única função é a de produzir um impacto instantâneo, pois ele é feito para ser olhado rapidamente e, se não possuir clareza no significado da mensagem, pode se tornar negativo quanto aos efeitos da comunicação. Por isso deve ter desenho simples, seguir uma estrutura formal, as áreas serem compactas (sem acidentes de superfície) e possuir cores preferencialmente sem gradação. Para letras a serem lidas à distância utiliza-se, de preferência, o amarelo e o azul.
Outros ítens onde as cores refletem bons resultados são os catálogos, folhetos, mostruários, calendários, amostras, brindes, entre outros subsidiários da publicidade e do ponto de venda. “Dependendo do produto, catálogos e folhetos devem usar cores sóbrias, não muito fortes, para evitar a dispersão de memorização de produto apresentado.

As cores aplicadas à atividade publicitária

VERMELHO: aumente a atenção, é estimulante e motivador. Ligado a anúncios que
indicam calor e energia, artigos técnicos e ginástica;
LARANJA: usados em casos semelhantes ao vermelho, porém de forma mais
moderada; grande apelação para o apetite;
AMARELO: visível à distância; pode dispersar em alguns casos ou indicar
luminosidade dependendo de como for utilizado;
VERDE: estimulante porém com pouca força sugestiva, oferece sensação de repouso;
costuma caracterizar azeites, verduras, frutas e similares;
AZUL: grande poder de atração; neutraliza inquietações; aplicado em anúncios que
caracterizam frio;
ROXO: acalma o sistema nervoso; usado em anúncios de artigos religiosos, viaturas,
acessórios funerários, etc.;
PÚRPURA e OURO: representam valor e dignidade; usado em artigos de luxo;
MARROM: esconde a qualidade e o valor, por isso é pouco recomendado em
publicidade; pode transmitir sensação de chocolate
VIOLETA: entristece o ser humano, também não é muito indicado o seu uso;
CINZA: atitudes neutras e diplomáticas; é muito usado em publicidade;
PRETO: pouco recomendável (em anúncios de 4 cores) pois deixa o ser humano
geralmente frustrado (caso haja excesso);
AZUL E BRANCO: estimulante; predispõe simpatia; sensação de paz;
AZUL E VERMELHO: estimulante da espiritualidade;
AZUL E PRETO: sensação de antipatia; transmite preocupação; desvaloriza a
mensagem;
VERMELHO E VERDE: estimulante porém de pouca eficácia publicitária
VERMELHO E AMARELO: estimulante e eficaz;
AMARELO E VERDE: pode produzir atitude passiva; pouco eficiente na publicidade.

FONTE: PLANO DE MARKETING –  Michelle Sousa Cruz Morais

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